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terça-feira, outubro 18, 2011 4 comentários

Segunda Sessão de Quimio

Oi pessoal!
Ontem fiz minha segunda sessão de quimio e foi bem tranquila, assim como a primeira, mas eu dormi a maior parte do tempo. Aquele anti-alérgico derruba.
Adivinha qual a primeira coisa que a médica e as enfermeiras falaram para mim??? Sobre meu cabelo novo. Todos só conseguem reparar nele, mas fazer o que? Tenho que me acostumar com essa cabeleira durante alguns meses. De resto, aquela coisa um pouco desagradável, gente chegando de muleta, de cadeira de rodas, pesando menos de 40 quilos e algumas pessoas contando histórias de 10 anos de quimio (acho que é mentira!! só para constar), mas também, muita gente jovem meio perdida naquele lugar, outras mulheres de peruca ou lenço.
Enfim... qualquer um pode ter câncer né?? Infelizmente, não é uma coisa que se pode prever.
O que importa é que nesse momento, tudo está bem e eu acho que poderei continuar levando uma vida normal, incluindo um pouco de trabalho, encontros com as amigas, passeios com o namorado, reuniões familiares.
Meu próximo desafio é tentar descobrir como fazer penteados variados na peruca, porque eu não gosto de cabelo no rosto e continuar me mantendo saudável, com cílios e sobrancelhas, que ainda não caíram totalmente, mas já deram uma reduzida.

Para finalizar, vou postar um vídeo do Gianecchini maravilhoso. Para mim, tudo o que ele diz faz cem por cento de sentido.

Bom, por hoje é só.
A luta continua. Para mim, para o Giane e para milhares de outras pessoas.
Beijos, 
Thai
quinta-feira, setembro 29, 2011 3 comentários

A culpa é do Gianecchini!

Hoje eu tive um daqueles momentos. Aqueles momentos que a gente se olha no espelho e ODEIA estar vivendo um pesadelo acordada. 
Eu sai do banho e fiquei pensando que eu estava feia e precisava de maquiagem urgente, mesmo estando ainda com cabelos. Então, realizei que essa situação ia piorar e resolvi esconder a minha juba loira embaixo de um lenço. Fiquei por uns momentos fingindo que meu cabelo já tinha ido embora.
E resolvi me maquiar com o lenço, e me vestir com o lenço. Cabelos escondidos.
Esse foi um daqueles momentos que a gente deseja estar dormindo e só acordar quando já puder colocar um mega hair. Mas eu estou acordada e tenho internet em casa.

É só abrir o Globo.com e a gente se depara com o Gianecchini mostrando um sorriso de orelha a orelha apadrinhando crianças com câncer.
Dai que todo mundo considera um exemplo de superação e de força. E eu realmente acho que ele é. Eu adoroooo o Gianecchini, acho que ele está dando um show. Não só ele, mas famosos como a Hebe,  Marcia Cabrita (ainda vou falar muito sobre ela aqui!),  Ana Maria Braga, Patrícia Pillar e tantos outros, ajudam pessoinhas, como eu, a superar as fases mais difíceis do tratamento, mas isso não significa que eles não sofram.
Quando eu desanimo ou choro, ou digo que EU ESTOU COM ÓDIO, sempre tem alguém para dizer: "Não fica assim, você vai vencer!", "Não fica triste, mesmo sem cabelos você vai continuar linda!" ou qualquer outra coisa do gênero. E eu sei que as pessoas que dizem isso me amam, e as vezes as pessoas que dizem isso nem me conhecem muito bem, mas simplesmente não querem me ver triste, porque é tão óbvio que eu não merecia passar por isso, que qualquer um pode perceber e não quer me ver triste.
Mas gente, o luto tem mais do que cinco estágios.... ele tem uns trinta e cinco. E chorar, odiar, querer morrer, querer matar, são apenas alguns sentimentos que fazem parte desse processo. E eu tenho que passar por isso!
E certamente, o Gianecchini e todos os outros também tem que passar. 
Não é só porque mesmo careca ele continua lindo e sorridente, que ele não está querendo explodir de vez em quando.... isso faz parte do sofrimente de uma pessoa com câncer. E o fato de as vezes eu estar chorona ou para baixo não quer dizer que eu estou deixando a doença me vencer. Muito pelo contrário. Deixar ela me vencer seria muito mais fácil. Talvez eu não chorasse nenhuma vez.
Sendo assim, se você me ver triste ou chorando, não me peça para ficar feliz.... traz um lenço pra mim, porque eu vou precisar de muitos lenços até o fim dessa luta.

 
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