Hoje eu vou aproveitar o dia das mães e falar de duas mulheres.
A primeira é minha mãe. Nossa ligação sempre foi muito forte, mas quando descobrimos o câncer, essa ligação se tornou inexplicavelmente maior.
Se é para falar de momentos tristes relacionados a presença dela nessa saga, eu só me lembro de dois: no dia em que meu pai me deu a notícia e ela desceu as escadas de casa com o rosto todo inchado de tanto chorar e outro quando a gente conversou sobre a cirurgia e eu tive uma reação aos gritos e lágrimas de desespero/raiva/medo e parecia que eu estava descontando tudo nela (mas não estava) e depois ela veio me pedir desculpas e eu senti peso na consciência por estar sobrecarregando tanto essa mulher tão pequenininha. Não dá para acreditar no tamanho do amor da minha mãe.
Mas nós tivemos muitos momentos de descontração, de força, de união. A gente sempre deu um jeito de rir nas salas de espero dos consultórios/clínicas/hospitais, por um motivo ou por outro a gente dava um jeito de rir, mesmo nos momentos mais complicados.
Se eu fosse descrever essa baixinha, não poderia ser diferente: Dona Tata é o amor da cabeça aos pés.
É uma grande honra ser sua filha, mãe. Tenho certeza que ficaremos sempre juntas nessa vida e em todas as outras. Te amo mais que o mundo inteiro!
A outra mulher que eu vou falar hoje sou eu!
É difícil demais explicar a certeza que eu sempre tive, desde que eu me conheço por gente: quando eu crescer, quero ser mãe. Eu já tenho o nome dos meus filhos escolhidos, nem sei desde quando.
Sempre quis ser mãe. E ainda quero.
A doença me nocauteou. Tiveram momentos que eu achava que tudo o que eu passei seria capaz de tirar os meus sonhos. Na verdade, eu acho que em dado momento isso aconteceu! Mas a diferença é que eu não me deixei abater. Nada é maior do que a minha vontade de ser mãe.
Outro dia eu li em uma revista: "Quando o desejo de uma mulher de ser mãe é forte, não importam os meios, ela se torna mãe!!".
E eu acredito muito nisso.
Espero que um dia eu seja para alguém dez por cento do que a minha mãe é para mim.
P.S: Esse foi o post que eu fiquei mais emocionada para escrever durante todo o blog. Nó na garganta demais.






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